Educação não consegue acompanhar evolução, mas precisa usar mais o que está ao alcance, afirma Valente
O Professor José Armando Valente esteve no segundo dia de palestras da Conlide – Convenção de Líderes Educacionais para falar sobre um tema que preocupa cada vez mais os gestores educacionais: a integração das tecnologias nos currículos.

A questão maior a ser respondida era clara. O uso das tecnologias nas salas de aula corresponde às expectativas dessa integração curricular?
Segundo Valente, a introdução dos computadores na educação começou a ser feita em meados dos anos 80 e, de lá pra cá, pouca coisa mudou. Segundo Valente, a escola deveria ser o principal ponto do avanço tecnológico. “Hoje em dia as tecnologias são usadas em praticamente todos os segmentos de nossa sociedade e infelizmente não aconteceu o mesmo na educação”, disse.
Para ele, é difícil acompanhar a rapidez com que essas novidades acontecem, mas é possível realizar grandes mudanças com os recursos tecnológicos disponíveis. “O sistema educacional está sendo atropelado pelo elevado desenvolvimento das tecnologias, mas ainda podemos contar com importantes ferramentas como a internet, DVDs e inúmeros equipamentos digitais”.
De acordo com José Armando Valente, os educadores precisam entender que as TICs não são somente ferramentas que permitem fazer tarefas mais rápidas e devem cobrar do governo subsídios para que elas cheguem rapidamente às salas de aula. “Um dos projetos que com certeza fará diferença é o de um computador por aluno. A partir daí, a evolução da educação acompanhará o avanço do mundo tecnológico, melhorando de forma considerável a nossa educação”, finalizou.
O professor Valente é livre docente pela Unicamp, mestrado e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). professor do Departamento de Multimeios, Mídia e Comunicação do Instituto de Artes, e Pesquisador do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (Nied) da Unicamp, e professor colaborador do Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, da PUC-SP.
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