Estudo comprova que as tecnologias podem auxiliar na auto-aprendizagem
Utilizar a tecnologia em áreas carentes pode fazer com que as crianças se eduquem sozinhas? O Dr. Sugata Mitra, professor de Tecnologia Educacional no Reino Unido provou que sim no segundo dia da Conlide – Convenção de Líderes Educacionais, em Brasília.

Após anos de estudo e vários experimentos, Sugata compartilhou resultados impressionantes. Em uma de suas experiências mais conhecidas, The Hole in the Wall, Sugata afirmou que os sistemas de auto-organização podem ser ótimas alternativas de escolaridade. A idéia foi colocar um computador em cidades de baixa renda e analisar como as crianças se comportariam diante da novidade.
Segundo Sugata, a rapidez com que as crianças aprendiam a usar o computador era surpreendente. “Com três meses de uso, elas já sabiam usar o Windows, fazer downloads, acessar e-mails e realizar pesquisas. Com apenas três computadores, 300 crianças se alfabetizaram digitalmente”, afirmou.
O uso do computador fez também com que o desempenho das crianças nas escolas melhorasse consideravelmente. Além de aperfeiçoar o inglês e passar a tirar maiores notas em outras disciplinas, a freqüência escolar aumentou, fazendo com que as crianças ficassem menos tempo nas ruas.
Com os resultados, Sugata pôde concluir que a educação tecnológica e auto-organizável tem tendência a crescer e se expandir. “Isso poderia ser usado para diminuir diferenças de ensino de baixa qualidade, diminuir a violência e adquirir valores. Precisamos, sempre que possível, criar alternativas para que nossas crianças tenham acessos às tecnologias para melhorar assim a qualidade de aprendizagem”.
Sugata Mitra é professor de Tecnologia Educacional da Escola de Educação, Comunicação e Ciências da Linguagem da Universidade de Newcastle (Reino Unido).
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