Professor Irlandês ensina a planejar escola adaptada à tecnologia
O avanço da tecnologia tem acontecido cada vez mais rápido nos últimos anos. Com essa crescente gama de novidades, qual a melhor forma de aproveitá-las na melhoria da qualidade de ensino? Essa foi a abordagem da palestra do professor irlandês, Jerome Morrissey, no primeiro dia de palestras da Conlide – Convenção de Líderes Educacionais, no Centro de Convenções de Brasília.

Morrissey é diretor e fundador do Centro Nacional de Tecnologia na Educação da Irlanda. Para ele, é preciso ultrapassar obstáculos e fazer com que os métodos de ensino/aprendizado se adaptem às novidades tecnológicas na medida em que elas vão surgindo. “Muitas escolas e professores preferem se manter tradicionais e acabam resistindo às tecnologias. É preciso reconhecer as grandes oportunidades que o mundo digital pode oferecer,” disse ele.
Ao ser questionado por uma professora participante sobre a aceitação das tecnologias por professores irlandeses, Morrissey respondeu que é necessário o engajamento dos gestores educacionais. “Se cada direção de escola se empenhar e motivar os professores a aceitarem essas tecnologias e aplicá-las ao ensino, essa resistência diminuirá, com certeza. Liderança e planejamento são fundamentais para a construção de uma cultura de e-learning em uma escola”, ponderou.
Para ele, as tecnologias proporcionam um meio mais rico e colaborativo de aprender, oferecem aprendizado personalizado e independente, além de terem grande relevância social e econômica.
O professor citou um caso de sucesso usado na Irlanda, onde alunos e professores utilizam ferramentas do mundo digital, para produzirem filmes relacionados aos conteúdos aprendidos em sala de aula. “Neste projeto, é possível explorar o mundo digital e unir as mais diversas matérias ao universo tecnológico. Assim, o interesse em aprender aumenta consideravelmente”, contou Morrissey.
Segundo o professor, não é difícil transformar as escolas em verdadeiros centros de e-learning. Uma escola equipada com computadores e acesso à internet, projetores e aparelhos digitais, tem ótimas chances de conquistar a excelência no ensino. “A criatividade e inovação estão nas mãos de gestores e professores, mas é preciso também o apoio de autoridades. Uma das coisas que defendo é que o acesso à internet seja um bem público, tão essenciais como a luz e a água”, opinou o professor.
Morrissey finalizou agradecendo a oportunidade de participar do Conlide e enfatizou a alta qualidade do evento. “Estou impressionado com o profissionalismo e ótima organização dessa convenção. Parabenizo a Interdidática por promover um congresso tão importante como este”.
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